A curta carreira de uma modelo

Entrevista com Stéphanie Ribeiro

Ser Miss Portugal no Luxemburgo era um sonho de criança que se realizou quando tinha apenas 16 anos. Seguiram-se vários outros prémios internacionais, que fizeram de Stéphanie Ribeiro um exemplo a seguir para dezenas de jovens no Grão Ducado.

Entretanto, os anos passaram e as ilusões de uma carreira de modelo também. Aos 25 anos,  Stéphanie é hospedeira da Luxair. Uma mulher que não passa desapercebida, com sorriso irresistível, e que continua a sonhar com o mundo da moda. Mas de outra forma..

d. Foi a carreira com que sonhaste?

Tal como muitas outras jovens da minha idade, sonhava em ser modelo, em desfilar para os grandes estilistas, em posar para os melhores fotógrafos... Aos 14 anos comecei a participar e a vencer concursos e a partir daí comecei a sentir que era possível concretizar esses sonhos.

d. Mas foi aquilo que esperavas?

Sim e não. Tive a oportunidade de viajar e conhecer sítios fantásticos com a minha família, como a Malásia, onde passei 6 semanas fantásticas, ou Saint-Tropez, mas não posso dizer que foi tudo como eu idealizava. A concorrência é muito grande e são muito raros os casos de verdadeiro sucesso.

d. A melhor e a pior recordação?

Talvez ter vencido o concurso de Miss Portugal no Luxemburgo. Não foi prémio mais importante que recebi, mas foi aquele com que mais sonhei desde pequena e talvez por isso tenha tanto significado.

A pior experiência penso que terá sido aos 19 anos, quando fui selecionada para os castings da Fashion Week em Milão e depois me anunciaram que me faltava um centímetro para poder participar.

d. E a experiência na agência de manequins em Bruxelas?

O contrato com a agência de manequins fazia parte do prémio do concurso Top Model Benelux e disseram-me logo que para os desfiles ia ser difícil por causa da altura. Tenho 1,73m e o ideal para uma manequim é 1,76m. Também tive de emagrecer 4kg, passando a pesar 54kg. Os critérios são muito rigorosos e que não cumprir fica de lado.

d. Ganha-se bem como manequim?

Não. Para a esmagadora maioria é impossível viver da moda. Fiz algumas publicidades para grandes marcas como a L’Oréal, participei em alguns desfiles e concursos, mas os cachés (entre 250 e 500 euros) mal davam para as despesas.  A maioria das vezes dava para negociar, mas o dinheiro acabava por ser secundário. Era uma paixão..

d. Já não é?

Sim, continuo fascinada pelo mundo da moda, mas de outra forma. Com o tempo comecei a interessar-me pelo que se passa do outro lado dos bastidores. Tenho alguns projetos ligados à moda, vamos a ver..

comments powered by Disqus

Artigos Recomendados

Próximo em Lifestyle